24 fevereiro 2007

o som que termina a noite.

Aos poucos...
quase despercebidamente vou aceitando ao meu modo...
São novas manias embaladas num mundo não tão diferente assim do meu quarto...
Aceito. Espero. Contemplo.
Sou meu pior entrave nessas possbilidades.
Mas estou disposto a aceitar o seu placar...



Aqui embaixo o verdadeiro sentido pro título desse post.

"God knows how I adore life
When the wind turns on the shores lies another day
I cannot ask for more

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Oh mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime

When the time bell blows my heart
And I have scored a better day
Well nobody made this war of mine

And the moments that I enjoy
A place of love and mystery
I'll be there anytime

Mysteries of love
Where war is no more
I'll be there anytime" (mysteries - Beth Gibbons)

Obs: o CD "Out of Season" (Beth Gibbons & Rustin Man) é a coisa mais linda desse mundo.

02 fevereiro 2007

armadura.

Eu escolho minha melhor armadura.
Disfarço cada tique não-apropriado.
Minimizo cada olhar extasiado.
Treino postura, dicção e movimentos...
Tento (em vão) não observar seus encantos.
Tento (em vão) priorizar seu desinteresse por mim.
Escondo minhas poucas virtudes...
Eu me mostro fútil, seco e desapegado...
...
Você não tem idéia...
...
Como é difícil fingir não-entusiasmo!

31 janeiro 2007

Não enviada.




Querida "A"

Você foi a minha primeira tentativa...
Minha segunda vez inesquecível...
Nenhuma se mostrou tão verdadeira e sincera quanto você até agora...
Eu entendi a sua frialdade com minhas intenções...
Eu me senti enojado com aquele meu pedido...
Desculpa por te forçar toda aquela situação...
Você me fez entender que carinho não se pede por impulso...
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Querida "E".

Eu nunca tive intenção alguma de levar nossa relação a sério.
Você sempre me pareceu mais fútil que as cantoras que tanto idolatrava.
Eu não me sentia acariciado em seus abraços.
Em nenhum momento me senti entristecido quando te visitei pela última vez...
Ainda hoje me arrependo por ter me envolvido... pela ilusão que criei ao aceitar sua suposta declaração amorosa...
Você não me fez (ou faz) falta alguma...
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Querida "I"

No primeiro encontro fiquei espantado com as nossas incríveis semelhanças...
Sua palidez, beijo desengonçado, timidez...
Eu me via em cada momento...
Você me parecia segura ao me propor um relacionamento.
Você me parecia segura quando me mandou uma mensagem espantada com o meu sumiço.
Sim. Eu desapareci sem consentimentos !
Eu estava justamente abandonando o seu estilo de vida em mim...
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Querida "O"

Você soube me conquistar como nenhuma outra jamais ousou.
Seus presentes, seus encantos, suas cartinhas....
Como você se empenhou em conseguir uma aproximação !!!!
Eu me sentia lisonjeado a cada declaração...
Eu me sentia desejado como em nenhum outro momento de minha vida.
Aquela sessão assustadora foi inesquecível !
Desculpa por todos meus momentos de frieza...
Eu desejava, por você, ter ciência dos meus sentimentos...
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Querida "U"

Dois anos!
Perdi muito tempo esperando uma iniciativa sua.
Por diversas vezes segurei meu celular na tentativa de me declarar...
Não.
Eu não sou homem de fazer declarações.
E, miseravelmente, falhei em todas as tentativas de te conquistar...
Desertar você em meus pensamentos foi uma batalha colossal!
Você é tão insegura !
Como pude me deixar envolver por tão pouco !
Estava apaixonado por você em cada maldito segundo...
Já me sinto seguro em afirmar que meu amor por você ficou no calendário de 2006...
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30 janeiro 2007

Primeiro Ato.

Nem cheguei a tentar...
Minhas maiores paixões foram vividas assim:
eu, sozinho, calado, trancado no quarto ao lado...
Sempre fui criativo em suprir não-relacionamentos.
Eu inventava as cenas mais intensas.
Eu interpretava os papeis mais benevolentes.
Fui Romeu, Joel, Theo, Jack, Mathew...
Eu fingia em minha própria intimidade.
Hoje busco ser encontrado.
Busco alguém que abrace sem formalidades.
Beije sem consentimentos.
Agrade sem reciprocidades...
Eu busco ficção...

24 janeiro 2007

Antigo Profile


Eu estava com raiva da sua apatia.
Eu estava faminto por sentimentalidades.
Eu estava espantado com a proximidade dos meus 24 anos.
Eu estava disposto a abandonar conveniências.
Eu estava com medo do meu ímpeto de carência.
Eu estava distante nos sermões rotineiros.
Eu estava em meu próprio “rio subterrâneo”.
Eu estava confuso e volúvel no chão da sala.
Eu estava chorando por impossibilidades.
Eu estava inerte, frio e rabugento...
Eu estava impaciente, ocioso e abandonado.
Eu estava esperando surpresas e revelações bombásticas.
Eu estava quase cedendo aos meus anseios obscenos.
Eu estava quase desistindo de buscar alternativas.
Eu estava...Eu realmente estava...
Não Mais !

17 janeiro 2007

Can't not.



Alanis falando por mim:

"Eu estaria mentindo se dissesse que estou completamente são e salvo.
Eu poderia estar provando a você o certo com meu silêncio ou minha fúria?
Eu estaria deixando você vencer com a minha não reação?
Como eu explicaria, como eu explicaria isto a meus filhos se os tivesse?
Porque eu não posso mesmo
Porque eu não posso permitir ser mal interpretado mais de uma vez
.
Eu estaria choramingando se eu dissesse que eu precisei de um abraço?
Você se sentiria diminuído se eu dissesse que seu amor não é suficiente?
Como posso me queixar?
Como posso me queixar quando sou o único que luta por isso?
Porque eu não posso mesmo
Porque eu não posso andar sem minhas muletas
Porque eu não posso mesmo
Porque eu não posso deixar de imaginar por que você me perguntou aquilo.
.
Para que toda aquela sabedoria não ouvida no pátio da escola ?
Vocês pensam que são os corretos ?
Vocês pensam que são os encantados?
Como vocês podem continuar com tanta convicção?
E quem vocês pensam que são, porque me questionam?
Porque nós não podemos deixar de rir dessas opiniões
Porque eu não posso permitir ser enganado mais uma vez
Porque nós não podemos ajudar sem sua vontade.
.
Por que você me afeta?Por que você me afeta ainda?
Por que você me atrapalha?Por que você me anula e atrapalha?
Por que você me enerva?Por que você me enerva ainda?
Por que você me engatilha?Por que você me engatilha ainda?"

Alanis Morissette

15 janeiro 2007

Pensamentos Avulsos.


Era quase meio dia quando eu percebi.
Estou desertanto você em mim...
Novos ares, insanidades, perspectivas, lugares comuns, malícia...
Sim.
Pra mim já é um fato.
Estou oficialmente livre.
Disposto a aceitar surpresas, decepções e barulhos...
Escolho a vida.

10 janeiro 2007

Obrigado.


Por momentos de pura insanidades...
Por horas perdidas em viagens intermináveis...
Por paisagens inacreditavelmente belas...
Por quatro dias...
Por toda minha vida...

03 janeiro 2007

o recomeço.

E seu eu fosse descartado ?
E se me desse uma chance de me sentir rejeitado ?
E se você me humilhasse ?
Aceitei por muito tempo essa quimera...
Anulei caminhos tortuosos...
Menosprezei virtudes e elogios a meu respeito.
Criei expectativas...
Criei muitas expectativas...
E sempre me arrependi de ter sido convidativo...
O seu desprezo seria meu impulso para recomeçar !

02 janeiro 2007

relatório.


2006 foi um ano sem grandes surpresas e de poucas experimentações...
Amizades foram fortalecidas...
Tentativa de relacionamento desfeita...
Verdades tendenciosas reveladas...
Possibilidades descartadas...
Poucas insanidades...
Não fiz promessas...
Desperdicei mais do que podia...
e conheci cidades (do PI) belíssimas!
Eu me lembrarei com muito carinho de cada rosto desconhecido...
de cada presente.
cada sorriso sincero...
Que venha 2007 !
com barulhos !
ousadia!
E possibilidades....


"obrigado desilusão
obrigado fragilidade
obrigado conseqüência
obrigado, muito obrigado silêncio" (Alanis)


20 dezembro 2006

e fim de papo.

Decidi pelo modo mais fácil de se arrepender depois....
ficarei aqui!
no meu quarto...
no meu mundo...
sem possibilidades...

19 dezembro 2006

Através da Janela

Aqui dentro é opaco,
morto, obscuro, estático.
Nada se sente, nada se fala.
Só percebo ruídos,
vindos de algum lugar,
criados por um "não sei quem".
Mas no quarto, vejo luz.
Vejo um brilho nascente da rua,
nascente do sol, da vida.
Aqui dentro choro, canto,
assisto, me encanto, torço,
me apaixono, enlouqueço.
Mas a luz me desperta a vida...
Deixa aqui dentro,
um sopro de esperança, de futuro.
É um alento à sofridão da alma.
Percebo através do buraco,
a vida que não vivo,
a alegria que não sinto,
os amores que não tenho,
a correria que não preciso,
os ritmos que não gosto,
os perigos que não corro.
Percebo tudo isso através de um ponto.
Imperfeito, na arquitetura da janela...
Perfeito na escuridão da alma...

16 dezembro 2006

No Divã




Eu nem sei por onde começar em todos os meus 24 anos esquisitos...
...
Por que sempre sou negligenciado pelo quase ?
e se eu parasse de demonstrar atenção ?
e qual o motivo do seu abandono ?
E seu te dissesse que dei sempre o pior de mim ?
Seria minha a responsabilidade por sua apatia ?
Seria minha a obrigação de te atiçar?
Eu estaria melhor se tivesse escolha...
e se minha invisibilidade não fosse respeitada?
Eu não teria me acovardado...
Eu não teria me comprometido tando...
Eu não teria sido tão frio ao ponto de você me questionar...
- Quem você pensa que é ? -
Você movimentou meu mundo.
dos detalhes mais necessários...
das histórias mais interessantes...
dos olhares mais complacentes...
Eu estaria mentindo se eu dissesse que não estava completamente envolvido...
..
"Preciso mesmo te contar tudo" ?
...
Tudo seria diferente, com meus planos, sem a sua abnegação...
Tudo soava bem na teoria...
...
Eu tenho andado preocupado...
às vezes desapegado, às vezes bruto...
...
"Quanto tempo me resta" ?
...
Sim.
Eles estão preocupados, em choque.
- Como vocês podem continuar com tal convicção? -
e eles deveriam mesmo seguir esse caminho.
eu os deixei embaraçados dentro dessa ilusão...
e não!
De forma alguma me adequaria aos anseios deles.
Por isso estou aqui !
...
Eu não estaria aqui dizendo que sou infeliz...
em vão.
Estaria ?


...

textos do antigo blog

ex-viciado em paixão



eu fui dos piores.
Em todos os momentos da minha vida.
Bastava uma mão erguida, um sorriso grato ou um olhar perdido.
Bastava até mesmo um leve toque despercebido.
Eu fui o pior de todos...
Chorava escondido no quarto trancado.
Chorava até mesmo nos livros abertos e ociosos.
A cada gesto cessado...
A cada porta fechada...
Era semanalmente.
Como um bêbado entorpecido...
Sem nada a receber.
Sem proximidade...
um frustrado.
um ex-viciado aparentemente curado.


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acordado.



Eu não tenho mais motivos.
Nem Platão aguentaria tanto idealismo...
Depois de alguns anos...
e uma meia-hora desconcertante...
entendi.
no fundo eu sempre soube.
era simples.
óbvio.
'rídiculamente' claro.
Tudo bem...
fui tolo.
inventava possibilidades...
Qualquer declaração sua era uma suposta intenção amorosa.
mas acabou.
Tudo o que eu preciso é de um momento para deliberar...



...e o agosto reanimou o dezembro.





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moldado.



Fui conteúdo e coerência...
nenhum dos meus infortúnios lhe foi revelado.
Fui pacato, inócuo e amordaçado...
nenhuma frase minha foi instintiva...
cada gesto, sorriso e insatisfação...
Fui rebeldia, farsa e poesia...
Fui tudo aquilo que não sou e preciso...






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coisas que preciso aprender sozinho...



olhar nos olhos de quem me prende a atenção;
"estender" uma conversa;
acreditar em um grupo;
fingir entusiasmo;
repetir acertos.
chorar sem moderação;
desabafar;
despertar interesses...
...
aceitar a sua indiferença;





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Sem Ego.




Ando descalço,
não temo aos cacos.
Face ao vento, à sujeira,
não temo à fealdade.
Não vejo os perigos do álcool.
Ignoro a rejeição ao cigarro.
Percebo os perigos das esquinas,
das praças, do trânsito,
mas nada temo.
Quando penso nos que se foram,
não me angustio, não me preocupo.
Não temo por mim!
Não temo aos assaltos.
Não temo aos seqüestros.
Não temo às guerras.
Não temo aos perigos.
Não temo aos vícios.
Não temo à vida.
Não temo à morte!
Nem posso morrer,
porque não existo!




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a última vez.



eu ainda tinha esperança...
fui por tentativa.
por curiosidade.
precisava me culpar por algo do tipo.
fui sem rumo.
sem ânimo, visão.
toda essa monotonia...
...
estou exausto.
submerso em desamor...
...
eu me cansei dessa necessidade de te esquecer.
dos meios negligenciados...
já fui bem menos desapegado...
hoje, sou minha pior companhia.
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quinze dias.



Eu não saberia como te dizer...
Por meses esperei um sinal, uma falsa oportunidade...
Como é difícil ser verdadeiro depois que uma mentira está tão consolidada...
sim !
eu sou uma massa pré-fabricada...
todos os meus sentimentos por ti são falsos...
falsa rebeldia.
falsa alegria em demasia.
perdi minha identidade na primeira audição de "Supposed Former Infatuation Junkie"...
eu trocaria todas as minhas fúteis conquistas materiais...
por um sinal.
por alguma oportunidade...
eu esperei por meses, anos...
eu aguento mais uns dias...
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As tentativas



busco por toda uma eternidade.
[são tantas...]
reaver o que foi mais ou menos ?
arriscar sem concessões?
meus pés doem...
o grau aumentou...
a fealdade me consome...
alguns vícios,
alguns anos...
uma pena...
são muitas...
muitas possibilidades...
e tão poucas tentativas...

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a volta.




a distância, não mais me atormenta.
as estradas, as belas praças, a simplicidade, os rostos cansados e envelhecidos..
a incessante garra por justica...
a alegria de estar documentado. e reconhecido.
a sinuca, as bebidas, as piadas...
cada vez mais me fascino.
a vida tem mais sentido fora de casa.
fora dos laços pífios e imutáveis.
...
me sinto mais vivo perto dos desconhecidos...


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Dois Lados


Perdido. aqui.
no escuro. obstruído.
na mente. um vácuo.
de loucura. preenchido.

o escudo. as luzes,
me protege. não enxergo.
o medo. seu vulto.
deste lado. procuro.


Teus rastros. teu aroma.
onde andas? estou no fim?
entre as nuvens, um reflexo!
tua sombra! eu vi!

Não fujas. tão distante.
por favor! de mim.
sigo-te, pois te amo.
em outras trevas, mesmo assim.



o campo.



fujo da tormenta.
das conversas repetidas.
sem reciprocidade,
estendo a mão, peço conselho.
peço apenas um olhar de aquiescência.
eu não busco entendimento.
aceito a condição ...




[o travesseiro]

no mesmo dia.
outras impressões.
os mesmos círculos.
a mão erguida, a fala indecisa, o olhar inerte.
na mesma noite.
lençóis ranzinzas.
tv desligada.
pescoço dolorido.
colcha manchada.
...
no novo dia.
a mesma noite.


desculpas...

Por me culpar pela sua infelicidade
Por ser impulsivo e desagradável em momentos inoportunos..
Por ser tão desapegado ao meu corpo
Por não respeitar seus sentimentos...
Por ainda esperar...
.
.
.
eu me peço desculpas:
por nunca ter me apaixonado....
por ainda ser exatamente como sempre fui...

19 novembro 2006

a consciência.


- eu não te entendo...
-como?
-eu até tentei, mas é impossível... deixa pra lá...
- não é a sua compreensão que está em jogo aqui...
- Porque você não recomeça, finge que nada aconteceu... Tu sabe como ninguém alegrar um grupo... disfarça!
-como ?
-Você é quase sempre o centro das atenções, tem as melhores histórias... o sorriso mais sincero.
-ahn ?
-Eu não sei o que tu tá sentindo, mas acho que tudo deve ser algo passageiro. Tu não tem pré-disposição para a melancolia... Tu é é um cara "pra cima", sempre com um bom filme para debater... uma nova banda para nos mostrar... Todos aqui estamos dipostos a te oferecer...
-esquece...
-como ?
-já ouvi o bastante...
-bom... são apenas conselhos... pro teu bem !
-Isso é ridículo!
-Mas "isso"... é a sua vida!